NA ESPREITA: os bastidores da política local (06/04/2026)

Tenso!
Quem acompanha os trabalhos da Câmara Municipal de Igaraçu do Tietê, principalmente as sessões nas noites de segunda-feira, já notou a existência de certas rusgas entre o vereador Pena Junior e o presidente da mesa diretora, José Cláudio Bergamasco, o Cacum. Na última sessão, Pena chegou a pedir para apresentar um requerimento verbal, porém desistiu após o presidente indagar qual seria o assunto abordado. Ele também dispensou a palavra nas explicações pessoais.
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Parece que a votação das contas do ex-prefeito Ricardo Verpa, que tiveram o voto favorável de Cacum, contrariando o parecer dado pela comissão de Pena, teria contribuído para o clima nada amistoso que se instalou, e não só nos bastidores do Poder Legislativo – fora do plenário algumas relações entre parlamentares também estaria estremecida.

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Resta esperar para ver o que vai acontecer na sessão desta segunda-feira.
A dívida com a CPFL
A dívida de R$ 70 mil deixada pelo ex-prefeito Ricardo Verpa, referente ao não pagamento de energia elétrica entre os anos de 2022 e 2024, ainda deve render na Câmara de Igaraçu, nas próximas semanas. O vereador Gustavo Vicente, o Gu Love, solicitou ao prefeito Bucho o detalhamento do débito.
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Love, que votou contra o pagamento, justificou seu posicionamento alegando a falta de clareza, dizendo ainda que o Executivo “precisa desenhar” para que ele possa entender. Será que ele possui alguma dificuldade em interpretar as informações fornecidas por escrito?
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O assunto acabou gerando um longo debate, ocupando grande parte do tempo da sessão. O presidente Cacum acredita que a culpa pelo acúmulo de R$ 70 mil em dívidas é da própria concessionária de energia elétrica, que deveria ter interrompido o fornecimento ou cobrado a inadimplência já nos primeiros meses, como acontece com qualquer cidadão comum.
Episódio 200
A participação do prefeito barra-bonitense Manezinho Fabiano, no episódio 200 do Podcast Conversa, atração digital do Jornal O Mirante rendeu assunto durante quase duas horas. Na oportunidade o chefe do Executivo da Cidade Simpatia falou do seu pouco mais de um ano no cargo e lembrou os dois mandatos como vice de Zequinha Rici e de outros tantos como vereador.
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Se na mesa Manezinho aproveitou a oportunidade para falar sobre as conquistas da administração, explicar alguns procedimentos e anunciar novidades, nas redes sociais quem acompanhava a transmissão notou que o clima acabou esquentando entre nos comentários, entre os espectadores.
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Pessoas do grupo político do prefeito e outras contrárias entraram em debate, que culminou em ataques pessoais, fato típico das ocasiões em que o entrevistado ocupa algum cargo público, principalmente prefeito. Os comentários podem ser conferidos no Facebook do Jornal O Mirante por 30 dias – depois disso a plataforma exclui a live e todo seu conteúdo.
Também é ouro!
Na mesma ocasião, Manezinho Fabiano revelou que as escolas de Barra Bonita também foram reconhecidas pela Secretaria Estadual e pelo Ministério da Educação com os prêmios do Alfabetiza Juntos SP e Selo Ouro de Alfabetização, respectivamente. Porém, as conquistas não foram divulgadas pela administração.
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A situação causa estranheza, já que a equipe de comunicação do Executivo é sagaz em propagar tudo o que acontece envolvendo a administração barra-bonitense. O motivo, dizem os bastidores, é que as premiações foram alcançadas justamente num momento de transição da Secretaria Municipal de Educação, com a troca do comando da pasta.
Cortina de fumaça

O evento realizado em Barra Bonita na quarta-feira (1), que tratou da proliferação de aguapés no Rio Tietê, foi visto por alguns como algo fora de contexto. Pela pompa da divulgação, esperava-se o anúncio de alguma ação concreta para que o problema fosse resolvido ou pelo menos amenizado.
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A confirmada presença da Secretária Estadual de Meio Ambiente, Natália Resende Andrade Ávila, trouxe veículos de comunicação de toda a região a Barra Bonita, porém o que se viu foi um “passeio” de barco, promovido pela Polícia Ambiental para quem quisesse acompanhar. E ela não veio.
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Esta coluna apurou no local que o evento estava marcado para acontecer em outros locais no início da semana, sendo adiado por duas vezes. Há quem acredite que o ato envolvendo diversos setores ligados ao rio se trata de uma forma de amenizar os impactos negativos dos aguapés, ou seja, uma “cortina de fumaça” para abrandar a situação.
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Vale ressaltar que, no final de semana, o governo anunciou que iniciou ações de combate ao problema das plantas aquáticas.















