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Especialista fala sobre o Super El Niño em podcast

Ambientalista José Tiago do Nascimento explicou que efeitos podem atingir o país a partir de agosto

O engenheiro civil e ambiental José Tiago do Nascimento, chefe da Secretaria de Meio Ambiente de Barra Bonita, explicou que os efeitos do fenômeno "Super El Niño" podem começar a ser sentidos de forma no Brasil a partir de agosto e setembro deste ano. Ele participou na noite de terça-feira (24) do podcast Conversa, conduzido pelo jornalista Netto Dorico, ocasião em que falou sobre o assunto que deixa o mundo em alerta.

O El Niño se caracteriza pelo aquecimento fora do normal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo Nascimento, o termo "Super El Niño" passou a ser utilizado recentemente após cientistas identificarem uma mancha de água quente com dimensões muito superiores às médias históricas.

Questionado sobre a diferença em relação à La Niña, o engenheiro explicou que os fenômenos operam de maneira inversa. "Enquanto o El Niño aquece a água, a La Niña esfria", apontou. Embora ambos causem preocupação pelas alterações climáticas que provocam globalmente, Nascimento ressaltou que o El Niño costuma apresentar maior intensidade em seus desdobramentos.

O especialista também abordou o debate sobre o aquecimento global e as correntes céticas que atribuem as variações atuais apenas a ciclos naturais da Terra. "Mudanças climáticas existem desde a era glacial", ponderou, mas defendeu que as transformações atuais são reais. "Eu acho que [o aquecimento global] está acontecendo. A gente começa a ver fenômenos fora do país e agora começa a acontecer aqui."

IMPACTOS LOCAIS

Durante a entrevista, Nascimento traçou um paralelo entre a elevação das temperaturas e os problemas ambientais enfrentados no estado de São Paulo, citando especificamente a situação do rio Tietê.

De acordo com o engenheiro, a combinação entre a alta carga de esgoto que o rio recebe da região metropolitana da capital, o escoamento de fertilizantes e o aumento do calor cria o cenário ideal para a proliferação de plantas aquáticas e a degradação da qualidade da água. "É um tripé: poluição, fertilizante e aquecimento. Se torna o que a gente vê", concluiu.

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O episódio completo do podcast está disponível no YouTube do Jornal O Mirante (veja nesta página).

Netto, Tiago e João no estúdio do podcast
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